Depois de 31 anos dedicados à melhor música brasileira, a gravadora independente carioca Kuarup Discos decidiu encerrar suas atividades nesta virada de ano.
Ao longo dos últimos anos, as vendas de produtos físicos sofreram queda vertiginosa, nem de longe compensada pelas vendas por download da internet. Entendemos que a crise do CD é irreversível e tornou inviável nosso modelo de negócio, inteiramente calcado na produção e comercialização de música de qualidade.
Agradecemos aos nossos funcionários, representantes, amigos, clientes e fornecedores, e sobretudo aos nossos artistas, que continuarão a carregar a bandeira desta música brasileira que ajudamos a divulgar durante todos estes anos.
Kuarup Produções Ltda/ Kuarup Discos
Fato lamentável pois o elenco da Kuarup é (ou era) da maior competência e importância para a o meio cultural brasileiro. Estamos todos os de minha geração órfãos musicais. Foi com a música produzida por ela que crescemos e descobrimos a qualidade de nossos compositores. Entramos no mundo com o primeiro Cantoria, no qual Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo nos embalavam, e continuamos até o último dvd de Sivuca. De muita tristeza essa notícia. Semelhante ao que nos consternou com o desaparecimento da Marcus Pereira e da Rosenblit, mais antigamente!
Mestre Aderaldo,
ResponderExcluirnão vejo como as gravadoras possam continuar. Seus produto físico - vinil, fitas, CDs - pode se tornar virtual num clic.
E internet não vai vender bem; pirataria é o forte dela e, até aqui, não há como impedir.
Os artistas não mais viverão da venda de suas músicas em meio físico, deverão viver dos shows apenas.
O que, de certa forma, já fazem, pois exceto os grandes nomes - RC à frente - nenhum ganhou dinheiro com gravadoras. Continuarão ganhando com seus shows, com shows onde são tocadas suas músicas, com trilhas sonoras para teatro, cinema e TV.
Não vão acabar as gravadoras, mas serão poucas e venderão para um público pequeno. Do mesmo modo que o cinema não acabou com o teatro, nem a TV com o cinema, nem a internet com a TV.
Paz e bom humor, mestre
Triste!
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