O episódio de Canudos, como está n’Os Sertões, abriu os olhos do Brasil. A República vomita sobre os seguidores do Conselheiro centenas de fardados e seus canhões,
promove um massacre,
estabelece o terror,
o Apocalipse,
o Armagedom.
Era como se um povoado erguido do barro, vermelho como o resto do sertão, fosse a última bastilha a ser vencida para a República poder reinar em paz. E, como no antigo império romano, patrocinou-se a PAX.
O messiânico Antônio Conselheiro passou para a posteridade como um lunático.
Uma obnubilada besta do analfabeto sertão nordestino.
Uma xerografia tosca de Moisés, o libertador do povo hebreu.
Um ogro voraz,
um dragão lançando chamas e enxofre sobre o futuro glorioso da República brasileira.
As insígnias, entretanto, sepultaram os “insanos” numa cratera de insanidade.
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