No prefácio da vida era Camões
Lírico... épico... cego/míope.
Mika Waltari... o egípcio... o etíope.
Ulysses ou Joyce? ... mas foi Guimarães
Ros’Alceu Amoroso nas manhãs.
Poe... Breton. Trovas de um chanteur
Quengas lindas, fino cabaré
Onde há flores do bem e a vida dói
... sob as patas de um leão (Tolstoi)
Patativa era o verbo de Assaré.
De Cortázar, São Jorge e Rulfo
O livro de Manuel, ele cort’asa
D’araras, urubus e avestruzes
Cujas fardas coloridas/negras
Rubros fazem brotar o medo e a dor.
Outro livro, aquele do Amado,
Do suor dos homens do cacau,
Tem a alma fiel da reportagem
Dentr’um corp’infiel de ignorância
No silêncio daqueles cavaleiros
Vendo em chama o planalto se acabar
Soledade
Ao lembrar-me d’A Nau Catarineta
Deu saudade em o meu olho d’ator
Soledade é que nem um cantador
Q’não cansa nem pára de cantar.
Uma nódoa chegou a m’cegar
(Violão cego, a viola ávida
apossou-se). Q’nem um mandatário
há três vidas Alá m’habita e mora
mes’send’eu plebeu itinerante
q’só tem o teatr’e pedra a mais.
Uma pedra para recostar
Nas cozinhas desse Nosso Senhor
Há um misto de queijo+presunto
Um x-tudo de beijo+defunto
Um hot dog de american drugs
E um caldo de cana com Pasteur.
Já na sala de águas da Lagoa
Santa Cora Coralina viajou
Abraçada a Quintana que, de nobre,
Foi Baco deleitando as criancinhas
Com potes de mel e cola diet.
Barriga cheia, pé...
Do bumba-meu-boi eu quero o boi
Morto. Vida pr’irmãos mortos, cem
Vidas embevecidas de dor, esfomeadas
Ao depois, ao durante e mesm’ao antes.
Arlequins, Mateus e Catirinas
Aos cantos de comida em desatino
Do cavalo marinho no quintal,
Numa festa de barro, lama e lodo,
Aos gemidos de cinco violados
Degustaram Bandeira+Cabral.
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