O amigo Cláudio Portella, autor da biografia do Cego Aderaldo, afirmou-me: vejo o cordel não como poesia, mas como gênero literário. E eu concordo, discordando. É poesia lírica, épica e dramática. Por isso se confunde, mas um mergulho mais fundo (sem escafandro) pode afogar e aí, sim, beberemos suas certezas, respiraremos suas verdades e morreremos em paz!
Responde o amigo Cláudio Portella:
Amigo Aderaldo, eu não afirmei isso. Eu disse que talvez possa ser assim. Não sou um estudioso do cordel, nem pretendo ser. Só fomentei a crítica sobre o assunto. Nada mais! Já vai longe meu tempo de afirmações. Abração carinhoso do seu, CP.
Obrigado pelo puxão de orelhas.
Comment by Cláudio Portella — 26 September 2010 @ 10:23 pm
2.
Durante algum tempo, minha posição diante da Academia Brasileira de Literatura de Cordel foi de crítica ferrenha por acreditar que estaria criando um gueto e fomentando a apartação. Amadurecendo na vida, comecei a perceber que posso continuar minhas críticas, mas de modo contributivo para o melhoramento da conduta e das relações. E é isso que passo a fazer: contribuir, não com críticas, mas com propostas críticas.
3.
Minha revisão pessoal leva-me, também, às críticas feitas às outras instituições agremiativas do cordel: precisamos dialogar e construir uma proposta única, mas multifacetada, sobre os rumos do cordel no Brasil. Um movimento de norte a sul.
4.
Vejo, ainda, que quanto à teoria, acontecerá com o cordel o aparecimento e consolidação das escolas. Coisa salutar, desde que os arroubos ideológicos (se é que ainda existem) não descambarem para as agressões pessoais.
Amigo Aderaldo, eu não afirmei isso. Eu disse que talvez possa ser assim. Não sou um estudioso do cordel, nem pretendo ser. Só fomentei a crítica sobre o assunto. Nada mais! Já vai longe meu tempo de afirmações. Abração carinhoso do seu, CP.
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