Agora, quanto a Patativa, aí é unanimidade. Não há poeta maior. Entretanto é humano, logo, também exposto ao engano. Se formos olhar com os olhos dele o poema do compadre que reproduzi acima ele diria que não acha graça. Está lá no poema Aos Poetas Clássicos, que abre O Cante lá que eu Canto Cá. referindo-se ao poema sem rimas:
Se o dotô me perguntá
Se verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como um corpo sem arma
E o coração sem amô.
Convenhamos que não é bem assim, concorda, compadre? Por outro lado, admitindo a resignação, atenuada pelo orgulho de ser poeta de cordel, Patativa realmente dá-nos uma lição quando diz na apresentação do mesmo livro, em sua Autobiografia:
"Não tenho tendência política. Sou apenas revoltado contra as injustiças que venho notando desde que tomei algum conhecimento das coisas, provenientes, talvez, da política falsa, que continua fora do programa da verdadeira democracia."
No mais quero reiterar a importância dessas discussões. Para mim são valiosíssimas porque tenho a oportunidade grandiosa de mudar de opinião e até de me retratar e reconhecer meus equívocos, tão frequentes, mas, acredito, que perdoáveis.
Dear Aderaldo Luciano,
ResponderExcluirCongratulations your poems! They're the best comentary about nacion nordestina!
I had reading others texts... but Agustos dos Anjos' texts are facinant.
The Nordestinas' culture is very rich. It's needs great Man like you to permite development it.
Best regards,
Fábio Costa.
Brazilian community of the Amazon Forest.