O poeta galego Gonzalo Armán na abertura de seu livro Anacos d’alma, no poema Exilio, confessa à pátria, pela voz arrastada de um eu-lírico saudoso, “Exileime de ti, por propia escolla”. Obedecendo à língua galega, essa que lhe dá identidade, que o marca no mundo, traça seu caminho de auto-exilado, fugindo, talvez da Guerra Civil espanhola e embrenha-se pelos becos de um Brasil de sonhos. Confundido com os espanhóis imigrantes, faz questão de diferençar-se pela língua:
“Neniño que vas á escola
ai que peniña me dás,
che ensinan grego e latín
e tamén o castelán,
o idioma galego
ninguén cho cho quere ensinar.”
O percurso trilíngüe desse rico poeta, amante dos livros, cantor de quimeras e retratista social é o tema de um trabalho que gostaria muito de escrever.
Há muito não venho aqui...
ResponderExcluirHá muito não leio q vc escreve...
Há muito... há!